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Mocidade de Vicente de Carvalho 2017

O Ciclo da Vida

(GRUPO E)
ASSOCIAÇÃO CULTURAL SAMBA É NOSSO



Império Ricardense 2017

La Ultima Noche de Carnaval

(GRUPO E)
ASSOCIAÇÃO CULTURAL SAMBA É NOSSO


Fabricado na Espanha terra da castanhola e tourada
Projeto ambicioso prometido ser perfeito
Esplendoroso transatlântico singrava os mares em noite enluarada
De Barcelona à Argentina o destino rarefeito

Príncipe das Astúrias, ao herdeiro mais velho do Rei foi ofertado
Linda homenagem por Filipe de Bourbon aceita
Iniciando assim seu legado
De uma grande obra, mais uma vez refeita

Da Europa à América do Sul pela sexta vez
Aquela embarcação de engenharia sem igual
Cruzava os mares com tamanha altivez
Portando riquezas e vidas que chegavam ao seu portal…

A elegância reinava no salão onde o baile acontecia
Damas e cavalheiros a festejar
Sem sequer pensar em tragédia à aristocracia
Jamais pensou que o navio pudesse naufragar

O desvio inesperado, atitude não prevista
Ilhabela, terra de inúmeras lendas onde o navio foi parar?
Capitão honrado ou vigarista?
Sem nenhum controle fez seu navio no triângulo afundar

Estátuas em bronze e o cofre repleto de ouro
Aos portenhos como regalos
Vislumbrou bem próximo o paredão rochoso, dissipar todo o “tesouro”
Ponta da Pirabura a frente, o navio era em frangalhos…

Bastaram cinco minutos e tudo ali acabara
Tragado pelo mar levando consigo tudo o que ali continha
Num piscar de olhos como se nada houvera
O esplendor e gigantismo que da Europa provinha…

De um estrondo muito forte
Pânico geral aos que ali viajavam
Independente de classe, credo ou sorte
Muitas vidas, muitos sonhos ali findavam…

Março de 1916 linda noite de carnaval
Aquele que da Espanha chegava
Como um sopro divinal
Onde o cinza da tempestade, lindas cores apagava…

E como num passe de mágica o carnaval
Teve sua passagem de forma inesperada
Daquela última noite naval
A alegria parecia dilacerada

O deleite suplantou barreiras
Seres marinhos a bailar
Pierrots, Colombinas e Arlequins em danças corriqueiras
No fundo do mar a festejar

Submersas milhares de mascaras venezianas
Neptuno comandava a festa
Sereias vestidas de havaianas
Em todos a euforia se manifesta

Lendas, histórias ou realidade?
Muita água pra rolar
No fundo do mar a mais pura verdade
Desse fato a perpetuar

A maestria do Carnaval transcende a noite trágica
Em atos e omissões dissertados
Forte lembrança nostálgica
Em corações apertados

O samba há cem anos vence a tristeza
Na superfície a Império é um vendaval
Grande festa onde bailou de todo mar a realeza
“La ultima noche de carnaval”.



Dos Carnavalescos: Arilton Smith e Fábio Giampietro
Direção de Carnaval: Nino Smith e Serginho Aguiar
Presidente : Jatir Costa

Obras consultadas:
Ilhabela e seus enigmas de Jeannis Michail Platon
O príncipe das Astúrias o Titanic brasileiro de Isabel Vieira
El mistério del Principe de Astúrias – El Titanic Español de Jose Carlos Silvares
Naufragio de Francisco Garcia Novell

Império de Petrópolis 2017

Muito Prazer… Sou Petrópolis… A “Cidade de Pedro”

(GRUPO E)
ASSOCIAÇÃO CULTURAL SAMBA É NOSSO


A história da Petrópolis, a “Cidade de Pedro” (Petro = Pedro / Polis = Cidade), tem início em uma das viagens feitas por Dom Pedro I. No ano de 1822, durante uma travessia pelo tortuoso Caminho do Ouro, que ligava o Rio de Janeiro a Minas Gerais, o imperador se hospedou em uma fazenda da região serrana. Ficou encantado com o lugar e comprou a fazenda do Córrego Seco, além de outras propriedades do entorno.

Com a abdicação de Dom Pedro I, seu filho Dom Pedro II herdou as terras. Ele ordenou o assentamento de uma povoação naquele trecho de serra e a construção do seu palácio de veraneio, pronto em 1847.

Desde então, durante quase todos os verões em que governou o Brasil, o imperador mudava-se com a sua corte para Petrópolis.



JUSTIFICATIVA:
A cidade de Petrópolis nasceu sob o patrocínio e com a proteção de Dom Pedro II, em terras da Família Imperial. Até a sua morte, o Imperador nunca se desligou de sua cidade.

Petrópolis é uma cidade imperial oficiosa, mas com todo o direito e o orgulho desse título de nobreza.

Petrópolis está em uma localização privilegiada cercada de belezas naturais. A cidade sedia parte do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, que conta com trilhas, cachoeiras e piscinas naturais, além de monumentos históricos.

Tanto no Império como na República, Petrópolis se desenvolveu sempre estimulado pela presença de pessoas ilustres que amaram a cidade e aqui passaram boa parte de suas vidas.



OBJETIVO:
Reconhecer que Petrópolis não se tornou apenas uma povoação agrícola, mas sim uma cidade que não parou mais de progredir, mostrando uma clara vocação para a beleza, a cultura, a arte e a introspecção que facilita o estudo, a pesquisa e a meditação.



SINOPSE:
A história da cidade de Petrópolis começa quando seu clima excelente e natureza exuberante ganharam mais um ilustre admirador: D. Pedro I. Percorrendo o chamado “Caminho do Ouro” em direção à Minas Gerais, no ano da proclamação da Independência em 1822, o primeiro Imperador do Brasil ficou encantado com a região, após hospedar-se na fazenda do Padre Corrêa, atual Distrito de Cascatinha. Durante os anos seguintes, D. Pedro continuou como hóspede freqüente da fazenda, trazendo a família e, mais tarde, se propondo a comprá-la.

Contudo, D. Arcângela Joaquina, irmã e herdeira do Padre Corrêa, acabou sugerindo ao Imperador a compra da fazenda vizinha, a de Córrego Seco, por vinte contos de réis, preço considerado muito alto para o valor real da fazenda.

A escritura de compra foi assinada em 1830, onde hoje se encontra o Centro Histórico da cidade de Petrópolis, um dos mais significativos conjuntos arquitetônicos referentes ao século XIX de todo o mundo. A partir do desbravamento dessa Fazenda, D. Pedro I, encantado com a região, logo adquiriu terras próximas e as denominou de Imperial Fazenda da Concórdia. Hoje, a propriedade corresponde ao 1° Distrito de Petrópolis.

Com a abdicação e morte de seu pai em 1834, D. Pedro II herda essas terras, que passam por vários arrendamentos até que Paulo Barbosa da Silva, Mordomo da Casa Imperial, teve a iniciativa de retomar os planos de Pedro I, de construir um palácio de verão no alto da serra da Estrela.

Em 1837, aportou no Rio de Janeiro o navio Justine com 238 imigrantes alemães em viagem para a Austrália. Devido aos maus tratos sofridos a bordo, eles resolveram não seguir viagem, permanecendo no Rio de Janeiro. Mais tarde, chegaram mais 600 casais de colonos alemães contratados em 1844, exigindo-se que fossem artífices e artesãos com experiência.

Em 16 de março de 1843, após a morte de D. Pedro I, seu filho Pedro II assinou o decreto imperial nº 155 que arrendava as terras da fazenda do Córrego Seco ao Major Köeler para a fundação da “Povoação-Palácio de Petrópolis”, determinando o assentamento de uma povoação e a construção de um palácio de verão, hoje Museu imperial, que ficou pronto em 1847. Tal povoação se deu basicamente por colonos alemães e seu centro histórico foi planejado pelo major Julio Frederico Koeler, que desenhou a primeira cidade projetada do Brasil. O pitoresco do projeto de Koeler foi batizar os quarteirões com os nomes de cidades alemães, assim surgiu os bairros da Mosel (Mosela), Kastelaum (Castelânea), Bingen, entre outros. Como todo povoado colonial, a cidade nasceu de um curato em 1845 (área sobre a direção espiritual de um Cura, ou seja, um pároco de aldeia) subordinado a São José do Rio Preto. Em 1857, onze anos após, foi elevado a município e cidade, sem passar pela condição de vila, o que era, na ocasião, inédito. O sanitarista Oswaldo cruz foi nomeado prefeito em 1916.

Aos alemães, os primeiros colonizadores, juntaram-se muitas nacionalidades num caldeirão étnico. Os portugueses, principalmente açorianos, alguns antes mesmos dos alemães, vieram para trabalhar na construção da Estrada da Serra da Estrela, em pedras de cantaria e comércio. Surgiram em torno da cidade comunidades portuguesas de floricultores. Os franceses foram chegando aos poucos e se dedicaram à alimentação, à jardinagem e à confecção de peças de serralheria.

Os italianos trabalharam na Companhia Petropolitana de Tecidos, formando uma comunidade com vida própria, quase independente da cidade. Atuaram também em panificação e distribuição de jornais. Os ingleses se destacaram em hotelaria e transportes. Também merecem destaque os imigrantes suíços, belgas e libaneses, completando a formação cosmopolita do Petropolitano.

Significativos para a cidade foram os oito anos em que ela se transformou na capital do Estado do Rio de Janeiro. Em 1893, ocorreu a Revolta Armada no Rio de Janeiro e com a capital do estado ameaçada, o governo foi transferido de Niterói para Petrópolis, em 1894.

Durante todo o Império e também na República, foi a preferida de inúmeros nobres e intelectuais, para descanso e lazer. D. Pedro II com sua Esposa Imperatriz Dona Teresa Cristina e, em conseqüência, toda a sua corte, passava na cidade seis meses por ano. Neste período, Petrópolis era, de fato, a capital administrativa do Império. Soberano afeito às artes e à ciência, D. Pedro II inaugurou a tradição que estabeleceu, em Petrópolis, uma concentração incomum de pessoas ilustres, reconhecidas ao longo destes 174 anos.

A importância política da cidade perdurou por anos e praticamente todos os Presidentes da República passaram alguns meses na Cidade Imperial. Com um clima ameno e muitas belezas naturais, a cidade que encantou a família imperial também foi endereço de veraneio de personagens importantes da história brasileira, como Ruy Barbosa, Barão de Mauá, Princesa Isabel, Joaquim Nabuco, Barão do Rio Branco, Osvaldo Cruz, Santos Dumont, Pintora Djanira, Vinicius de Moraes, além de personalidades e celebridades internacionais.

Petrópolis possui várias construções históricas. O seu palácio de verão abriga hoje o Museu Imperial, que possui um amplo acervo sobre a monarquia no Brasil, com preciosidades como o trono e a coroa de Dom Pedro II e a pena utilizada pela Princesa Isabel para assinar a lei áurea. Da frente do museu, saem os passeios de charrete pelo centro histórico. O Palácio de Cristal de 1884, um palacete com armações de metal e paredes de vidro. Já o Palácio Quitandinha de 1944 é o maior palácio do Brasil e foi construído para ser um cassino. A curiosa Casa da Ipiranga de 1884 tem pequenas diferenças entre as fachadas do lado esquerdo e direito que lhe renderam o apelido de “Casa dos Sete Erros”. Outra construção de destaque é a Casa de Santos Dumont planejada pelo aviador e construída na encosta do antigo morro do Encanto. Por sua localização, foi apelidada de “A Encantada”. A belíssima catedral de São Pedro de Alcântara, logo na entrada, guarda o Mausoléu Imperial, com os restos mortais de Dom Pedro II e sua mulher Dona Tereza, Conde d’Eu e Princesa Isabel. Petrópolis também se destaca como pólo comercial. Na Rua Teresa e no bairro do Bingen, é possível encontrar centenas de confecções de vestuário de pequeno e médio porte.

A abertura da estrada Rio Petrópolis, inaugurada em 1928 a construção de rodovias interestaduais para Bahia e Minas Gerais, fazendo passar a maior parte do tráfego por Petrópolis, mais sua ligação com Teresópolis, evidenciam a posição invejável do município no panorama turístico e industrial do Estado.

Com toda essa importância histórica, nossa Agremiação enaltece Petrópolis, a inesquecível terra dos índios coroados, uma cidade sui generis.



ORDEM DE DESFILE:
Comissão de Frente: Índios Coroados.

Tripé: A Coroa e as Armas Imperiais.

Ala 1 (Baianas): Caminho do Ouro = Percorrendo o chamado “Caminho do Ouro” em direção à Minas Gerais, no ano da proclamação da Independência em 1822, o primeiro Imperador do Brasil ficou encantado com a região.

Ala 2: Córrego Seco = Arcângela Joaquina, irmã e herdeira do Padre Corrêa, acabou sugerindo ao Imperador a compra da fazenda vizinha, a de Córrego Seco, por vinte contos de réis, preço considerado muito alto para o valor real da fazenda. A escritura de compra foi assinada em 1830, onde hoje se encontra o Centro Histórico da cidade de Petrópolis.

Ala 3: Serra da Estrela = Com a abdicação e morte de seu pai em 1834, D. Pedro II herda essas terras, que passam por vários arrendamentos até que Paulo Barbosa da Silva, Mordomo da Casa Imperial, teve a iniciativa de retomar os planos de Pedro I, de construir um palácio de verão no alto da serra da Estrela.

Ala 4: O Cura do Curato = Um Cura (Pároco) tinha a direção espiritual de um Curato, ou seja, área sobre a direção de um pároco de aldeia.

Ala 5 (Bateria): Colonos Alemães = Os primeiros colonizadores.

Ala 6 (Passistas): Colonos Portugueses = Os portugueses vieram para trabalhar na construção da Estrada da Serra da Estrela, em pedras de cantaria e comércio. Surgiram em torno da cidade comunidades portuguesas de floricultores.

Alegoria : “Povoação-Palácio de Petrópolis” = Após a morte de D. Pedro I, seu filho Pedro II assinou o decreto imperial nº 155 que arrendava as terras da fazenda do Córrego Seco para a fundação da “Povoação-Palácio de Petrópolis”, determinando o assentamento de uma povoação e a construção de um palácio de verão, hoje Museu Imperial.

Ala 7: Colonos Franceses = Os franceses foram chegando aos poucos e se dedicaram à alimentação, à jardinagem e à confecção de peças de serralheria.

Ala 8: Colonos Italianos = Os italianos trabalharam na Companhia Petropolitana de Tecidos, formando uma comunidade com vida própria, quase independente da cidade. Atuaram também em panificação e distribuição de jornais.

Ala 9: Colonos Ingleses = Os ingleses se destacaram em hotelaria e transportes.

Ala 10 (Crianças): Povo Cosmopolita = Também merecem destaque os imigrantes suíços, belgas e libaneses, completando a formação cosmopolita do Petropolitano.

Ala 11 (Compositores): Capital do Rio de Janeiro = Significativos para a cidade foram os oito anos em que ela se transformou na capital do Estado do Rio de Janeiro. Em 1893, ocorreu a Revolta Armada no Rio de Janeiro e com a capital do estado ameaçada, o governo foi transferido de Niterói para Petrópolis, em 1894.

Ala 12 (Velha Guarda): Imperador Dom Pedro II e Imperatriz Dona Teresa Cristina = Pedro II com sua Esposa Imperatriz Dona Teresa Cristina e, em conseqüência, toda a sua corte, passava na cidade seis meses por ano. Neste período, Petrópolis era, de fato, a capital administrativa do Império.

Gato de Bonsucesso 2017

A Opereta de um Boi em Festa

(GRUPO E)
ASSOCIAÇÃO CULTURAL SAMBA É NOSSO


Me dê licença ,vou prosear pra minha humilde história contar, sou força, suor, garra, sou o que quiseres que eu seja, sou um fiel companheiro aguerrido que atravessou fronteiras trazendo em meu couro a esperança.

Te levarei para os caminhos da prosperidade, riquezas conseguirei, com bravura desbravarei e com fé alcançarei.

Abram a roda, vou entoar o meu canto pra vós micê se encantar, a alegria será até o sol raiar.

Quero meu traje bem bonito, os pessoar já vai chegar, vamos, vamos passar pela roda e, num giro atrevido dançarei até o sol raiar.

Minh’a alma é uma fortaleza, e maior é o fascínio que tens por mim, o meu pranto é um alerta que feres com força todo meu ser.

Vem aqui no pasto buscar seu orgulho, alegria não vai faltar, quando eu chegar a festa começará, vou testemunhar sem resmungar, com proteção do meu Divino minha fé irei provar.

Vou caprichar bem caprichado, vou usar o meu melhor sotaque* se preciso for farei muitas caretas, folclorear é meu desejo, a farra será boa, testemunharei o seu cortejo.

Com cara feia, ou alegre, ou zangada, ou de dor, ou festeira, ou ousada, mas com a bravura de um conquistador.

Sou eu, eu sou BOI!



Marcos Salles, Carnavalesco

* Sotaque – nome dado para classificar o tema do boi



Bibliografias

– O Nordeste.com
– Bumba-meu-boi Cultura Maranhense – Emerson Fialho
– Filme: Boi Carreiro- canal Agroquima
– Cultura Maranhense.com.br
– O Boi da Cara de todas as cores – de Clarisse Ligenfritz
– Viva o Boi-Bumbá – de Rogério Andrade Barbosa

Chora na Rampa 2017

Nordeste – Os Encantos de um Povo Festeiro

(GRUPO E)
ASSOCIAÇÃO CULTURAL SAMBA É NOSSO


Em um clima seco, em terras agrestes do nosso país o nordeste se faz presente, como uma flor de mandacaru que desabrocha toda vez que a tão sonhada chuva chega lá no sertão.

Das mãos de um povo trabalhador que semeia esperança e transforma o barro em lindas obras de arte, um povo alegre que canta suas cantigas de roça, dançando uma quadrilha para comemorar as festas dos santos de devoção. Bandeiras coloridas, vestidos rendados e chapéu de palha… Um cheirinho de comida vem das barraquinhas enfeitadas de fita e chitão, dando um sabor a tudo que foi preparado por cozinheiras que preparam uma culinária típica da região.

O nordeste onde já serviu de cenários de grandes batalhas, onde o povo conta as histórias de seus heróis cangaceiros como Lampião e Maria Bonita. Essas histórias são passadas de pais para filhos, ficam registradas como uma literatura de cordel que ilustram esses contos.

Pegue a sanfona, a zabumba e o triângulo para cantarmos as canções que representam esse povo, que na voz do rei do baião levaram a nossa cultura para diversos cantos de nosso país, e falando de musica não podemos esquecer o nosso forró, axé, frevo, folia de reis, Maracatu, reisado, entre outros ritmos e festejos populares de nossa região.

Hoje o Chora na Rampa pede licença para os trios elétricos e o tradicional Galo da Madrugada para representar um nordeste festeiro no nosso carnaval.



Renato Rosa, Carnavalesco

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NORDESTE – OS ENCANTOS DE UM POVO FESTEIRO



Compositores: Nito de Souza, Douglas Ramos, Aurelio Brito, Rafael Santos, Guga 3D, Pai Belego, Lucas de Souza e Nego Dé
Intérprete: Rafael Santos
A flor do sertão se abriu
Sinal pra vida severina melhorar
Chega de ver o chão rachado
Ardendo feito fogueira de São João
Mãos calejadas o barro a moldar
Bandeirinhas pelo céu colorindo o luar
Se achegue mais tem arrasta pé
Que a fé do romeiro não há de falhar
Simbora cirandar com essa gente
“Mamulengar” cada coração                       (bis)
O meu Nordeste se faz presente
Sua culinária é sabor e tradição

Lampião rei do cangaço
Maria Bonita sua eterna inspiração
Versos rimados na rima cruzada
Do meu cordel eu faço a mais linda canção
Êta povo hospitaleiro
Que faz festa o ano inteiro
Numa sinfonia sem igual
Meu sertão cabra da peste
Você no meu carnaval

Tem sanfona no meu samba, tamborim no meu forró
Se já é pra lá de bom, assim fica bem “mió″                                (bis)
Sou Chora na Rampa nessa batucada
Tem maracatu no Galo da Madrugada

Bohêmios da Cinelândia 2017

Wilson Moreira: Moderno sem Perder a Tradição, Sambista sem Deixar de ser Jongueiro

(GRUPO E)
ASSOCIAÇÃO CULTURAL SAMBA É NOSSO


Acadêmicos de Madureira 2017

Se é Feriado Aqui, eu Pulo pro Lado de Lá. Região dos Lagos, Melhor Lugar Não Há!!!

(GRUPO E)
ASSOCIAÇÃO CULTURAL SAMBA É NOSSO






Tupy de Braz de Pina 2017

O Dom de Wilson das Neves

(GRUPO D)
ASSOCIAÇÃO CULTURAL SAMBA É NOSSO


Na alegria da infância aprendi a boa música

Com as folhas de Ossaim transformei o meu caminho

Nas águas de Oxum banhei-me…Ora iê iê o minha Mãe!

No vai e vem da vida, mereci tudo que tenho

Do atabaque à bateria, vesti minha fantasia

Onde chego, sou bem recebido

Sem pretensão conquistei meu ganha-pão

Quero deixar a minha baqueta, mas não a qualquer João

No verde e branco de minh’alma,

Trago no peito o amor mais forte

Muito prazer, sou Wilson das Neves – Ô sorte!



Justificativa

Dom – Dádiva, aptidão, dote natural, talento, capacidade…
O G. R. E. S. Tupy de Braz de Pina quer dedicar esse enredo àquele que tem o “DOM” de nos encantar.

Queremos mostrar a importância desse baterista, compositor, ator e cantor que aos 80 anos não se arrepende de nada na vida.

Quem o conhece, compartilha de sua alegria, bom humor, simplicidade e simpatia. Gravou com mais de 750 artistas, compôs músicas com Chico Buarque, Moacyr Luz, Paulo Cesar Pinheiro, Martinho da Vila muitos outros.

Não o conhece? Prepare-se, pois temos certeza que irá se surpreender!

Do menino que admirava os atabaques nos terreiros de candomblé a referência na música popular brasileira; do Centro do Rio de Janeiro a Moscou, de baterista consagrado a bisavô encantado, Wilson se considera um homem de sorte.

E com bordão no qual é sempre reverenciado e faz parte de sua vida, embarcaremos nessa viagem ao mundo de Wilson das Neves. Ô Sorte!



Sinopse

Fecho os olhos num mosaico de lembranças e sinto o coração acelerar.

Na alegria de criança, ainda posso ouvir mamãe reclamar das minhas traquinagens e instantaneamente me vem o ímpeto de correr para debaixo da saia de minha bisavó. Como o tempo passa!

Num lampejo, sinto o cheiro da casa de minha tia no Centro do Rio, ouço as músicas da Jazz Band daquela época. Parece que foi ontem…Oh época boa!

Cresci com as bênçãos de Nossa Senhora e ganhei forças nas folhas de Ossaim e nas águas de Oxum, Ora iê iê ô minha mãe!

A curiosidade de menino nos atabaques dos terreiros de candomblé e a certeza de que “eu sei fazer isso”, só me dava a segurança de que a música faria parte da minha vida. E esse sentimento se fortaleceu quando Edgar Rocca, o “Bituca”, que se tornou meu ídolo, me levou para estudar música na escola Flor do Ritmo no Méier. E assim meu coração entrou de vez em consonância com a sonoridade ritmada da percussão, e a bateria se tornou minha paixão e meu ganha pão.

Servi no Exército, me casei e a música sempre presente. Tudo que tenho devo a ela: A música!

“Se eu não fosse músico, seria músico…”

Carioca de coração rubro negro, amante do samba e da boa música, aprendi com minha mãe, baiana do Império Serrano, o que é a força do imperiano. Fui ritmista e até hoje desfilo com muito orgulho. Imperiano de fé não cansa!

“O samba é meu dom
Aprendi dançar samba vendo um samba de pé no chão
No Império Serrano, a escola da minha paixão
No terreiro, na rua, no bar, gafieira e salão…”

Ali conheci meu amigo Roberto que costumava me cumprimentar com o bordão Ô SORTE! e assim continuei, pois me considero com muita sorte. Salve Roberto Ribeiro!

Nos palcos da vida conheci muita gente boa! Gosto de quem gosta de mim!

Viajei o mundo, fiz música, cinema, amigos… por isso:

“Se me chamar pra sambar, eu cisco
Se me chamar pra tocar, balanço
Se me chamar pra compor, capricho
Se me chamar pra cantar, não canso…”

Me reinvento a cada dia!

Meu DOM? Viver a vida com bom humor e ser feliz! Fazer aquilo que amo por prazer! Assim aprendi com meu pai. Hoje sou “Anfitrião” dessa festa alviceleste! E o grande Tupy me faz viajar em minhas memórias…Ô SORTE!

“O samba é meu axé, meu som sagrado,

Onde dou meu recado nos versos meus,

Antes do adeus…”



Texto: Karla Casagrande e Camila Dias

Comissão de Carnaval: Karla Casagrande, Márcio Portela, Wal Magalhães, Meliza Palma, Marcos Casagrande, Kelly Nascimento e Nina Bastos

Rosa de Ouro 2017

Uma Grande Viagem ao Reino Encantado da Imaginação

(GRUPO D)
ASSOCIAÇÃO CULTURAL SAMBA É NOSSO


Justificativa

Neste carnaval o G.R.E.S. Rosas de Ouro nos conduz a uma viagem fantástica. Acompanhados do grande mago Merlin, possuidor da essência dos maiores segredos do mundo e usando nossa querida rosa de ouro como ingrediente principal de sua magia, embarcamos nessa incrível jornada por lugares fantásticos no reino da imaginação.



Sinopse

Somos guiados junto com o grande mago, por seres místicos de rara beleza, para o mundo da imaginação, um lugar incrível repleto de cor, beleza e mistérios. Seres da mais pura luz nos recebem e nos conduzem por diversos reinos. O primeiro é o reino das fadas, que giram e voam com graciosidade ao perceberem nossa presença.

Ainda encantados com as fadas que conhecemos, chegamos ao reino da floresta encantada, outra região do mundo imaginário. Lá somos apresentados por Merlin, o grande mago do tempo e nosso guia, aos seres encantados da floresta que dançam e cantam sob a magia da noite.

Nossa próxima parada é no reino dos gnomos e duendes, casas em cogumelos gigantes, fumaças de cachimbos e flores exóticas, são algumas das características deste reino fantástico.

Continuando nossa viajem, borboletas encantadas nos guiam para um lugar sombrio, com castelos velhos, caldeirões, bruxos e bruxas. É o reino dos encantos e poções, um lugar arrepiante e belo ao mesmo tempo, cheio de magia e encanto.

Saindo das trevas e voltando para a luz, somos guiados para o reino do encanto, onde reis, príncipes e princesas vivem felizes por todo o sempre em seus maravilhosos castelos.

O tic-tac do relógio anuncia que nossa viagem já está se aproximando do fim, passamos através de um caleidoscópio multicolorido e nos deparamos com o novo reino, o reino das cores. Pincéis trapezista, aquarelas mágicas e tintas vibrantes, nos saúdam em nossa passagem por seu reino.

Saindo das cores vibrantes vamos para o reino dos doces, um paraíso que toda criança gostaria de estar. Pirulitos dançantes e balas acrobatas nos recebem e nos transportam por esse incrível lugar.

Do reino dos doces, vamos em direção a uma pequena ilha. Quando chegamos, a felicidade toma conta de nossos corações. Era o reino da alegria, um grande parque de diversões com muitos brinquedos e festividades. Guardiões sábios, senhores da alegria universal, nos recebem em seu palácio em forma de carrossel neste reino onde a idade não importa o que realmente interessa é a alegria de viver dentro de cada um de nós.

Partimos do reino da alegria em direção às nuvens, finalmente chegamos ao último reino. Notas musicais bailam guiadas por uma animada melodia vinda de belíssimos instrumentos musicais, estávamos no reino da música.

Ainda inebriados com nossa viagem e acompanhados do grande Mago Merlin, dançamos, cantamos e festejamos, pois é carnaval, e nossa querida rosas de ouro nos mostra que a vida é uma só, e seja no mundo imaginário ou no mundo real o importante é viver, com alegria e amor, cada momento dessa nossa longa jornada.



CARNAVALESCO: ANDRÉ TABUQUINE

Mocidade Independente de Inhaúma 2017

Contos de Fadas

(GRUPO D)
ASSOCIAÇÃO CULTURAL SAMBA É NOSSO


Todos nós um dia, quando crianças, imaginávamos ser Fadas, Guerreiros, Príncipes ou Princesas. Todos nós, quando crianças, tivemos medo de bruxa, bicho papão, piratas e monstros. São essas lembranças que estarão presentes no desfile. Remeter à infância nesse momento lúdico, onde tudo era possível através da leitura, das experiências diárias ou das histórias contadas antes de dormir. Traremos referências desses personagens que tanto habitaram e ainda habitam o imaginário coletivo. Esses seres encantados, bons ou maus, que vivem entre o “Era uma vez…” e o “…felizes para sempre”.

A primeira coisa que sabemos acerca dos Contos de Fadas é a sua origem no início dos tempos. Tal como os mitos, são universais, com personagens e enredos semelhantes nas diferentes culturas. Os contos, inicialmente com origem na tradição oral, ainda conservam hoje maravilhoso poder da palavra e por isso contar um conto é tanto uma aventura para o narrador como para quem o escuta. À medida que a história é contada, se tem total liberdade para construir o mundo ouvido nos limites da sua imaginação. Este é o tempo em que as crianças devem ser encorajadas a acreditar nos seus sonhos e na sua própria capacidade criativa.

E é quando vão dormir que tudo que vivenciaram durante o dia retorna em forma de sonhos, e é nesses sonhos que tudo pode acontecer. É um tempo sem tempo, um espaço sem espaço: é a dimensão do imaginário.



ERA UMA VEZ…

Um mundo onde as Fadas, guardiãs dos elementos da natureza e tudo o que existe no mundo, habitam em perfeita harmonia com todos os seres da floresta. Nesses bosques encantados encontramos gnomos, duendes, animais, flores e cogumelos mágicos, e tudo mais que sua imaginação puder sonhar.

Nesse mundo de sonho vivem também Reis e Rainhas em seus castelos imponentes, onde sapos viram Príncipes valentes com beijos de suas lindas princesas, todos felizes e em total harmonia, cercados de beleza e muita magia.

Claro que nada é perfeito. Ah! esses vilões… Sempre querendo estragar a festa e perturbar a ordem do lugar. Lá, bem afastados de toda alegria, em meio a lugares sinistros e sombrios, tramam planos diabólicos. Sequestram e prendem princesas, enganam, perseguem, enfeitiçam príncipes, conjuram maldições, fazem todo tipo de maldade de que se tem notícia. Existem monstros e criaturas mitológicas: no alto de montanhas, escondidos em profundos abismos, pântanos fedorentos, no fundo dos lagos… vivem assustando o reino, alguns com seu tamanho e força, outros com seus poderes sobrenaturais.

Mas, para trazer de volta a Paz e a tranquilidade a este Reino encantado, são proclamadas verdadeiras batalhas e designados grandes e virtuosos guerreiros para derrotar essas forças malignas. E assim o fazem, e voltam para casa com satisfação de missão cumprida.

No final o Amor sempre vence, e com ele todos viverão felizes para sempre, ou quase sempre, até que venha outro vilão e comece tudo de novo.

Mas essa é uma outra história…



Carnavalesco Flávio Lins

Império da Uva 2017

Brasil Africano: O Canto dos Silenciados

(GRUPO D)
ASSOCIAÇÃO CULTURAL SAMBA É NOSSO


África, misteriosa… África, continente que veio a ancestralidade de muitos que aqui estão, que hoje a Império da Uva vem mostrar, de Angola, Congo, Daomé, Sudão… Terras nobres produtoras de ouro e diamante, não só pelo valor material, mas pelo valor humano, que no bojo dos tumbeiros vieram em nações, vieram heranças, vieram culturas, vieram nobres, vieram a força, mas esta força não se deixou se calar.

África, reinado de força e grandeza, de arte e cultura, empresta teu expoente que atravessa o mar para o Brasil miscigenar.

Resgatando a nossa ancestralidade, iremos nos deparar com uma África nobre onde negros benfeitores formam pequenos reinados dentro de um grandioso império, onde todos são submetidos as leis de seus ancestrais.

Chegando ao Brasil, negros vindos de suas terras, onde tinham seus reinados cheios de ouro, com belas peças de marfins nas suas grandiosas esculturas. Os cantos de glória viram melodias silenciadas, os passos antes de riquezas, agora embalam um minueto africano de humildade, mudaremos os rumos dessa história cantando os negros nobres, com histórias que antes não foram exaltadas, mostrando o negro como personagem principal.

Negro forte, escravo, a resistência da força em fazer seu pequeno reinado já mostrava a grandiosidade negra em nossa história, trabalho, luta e Fé. Eis os passos de toda uma nação escrava em uma terra chamada Brasil, foram acontecimentos de luta, exemplo de gritos de liberdade, personagens que se destacaram.

A Revolta dos Malês foi uma mobilização de escravos de origem islâmica, ocorrida na noite de 24 para 25 de janeiro de 1835 na cidade de Salvador, capital da então província da Bahia. No Brasil, a Revolta dos Malês pode ser compreendida como um conflito que deflagrou oposição contra duas práticas comuns herdadas do sistema colonial português: a escravidão e a intolerância religiosa. Comandada por negros de orientação religiosa islâmica, conhecidos como malês, essa revolta ainda foi resultado do desmando político e da miséria econômica do período regencial.

A revolta do Cosme durante a Balaiada é a maior insurreição de negros da história do Império do Brasil. Entre dois a três mil quilombolas acompanharam Cosme Bento das Chagas (?-1842) no auge de sua luta pela liberdade dos escravizados, e pelos direitos dos camponeses e vaqueiros pobres. Dom Cosme era nativo de Sobral, no Ceará, e forro. Apesar dele e muitos quilombolas serem “crioulos”, havia entre eles também muitos africanos, como se observa pelas listas dos presos. Eram Angolas, Congos, Cambindas, Mandingas e Nagôs. Desde antes da Balaiada, escravos fugidos tinham se aquilombado nas “matas de Codó”, no Ceará, em lugares ainda não identificados. Durante a Balaiada Cosme estabeleceu seu quartel general na fazenda da Lagoa Amarela, próximo aos rios Munim e Mearim no Maranhão, Vale do Itapecuru. Ele foi preso com os últimos remanescentes do seu exército no dia 7 de fevereiro 1841. Cosme foi condenado à forca por um tribunal na vila e cabeça de comarca do Itapecuru Mirim (Maranhão) e executado, na Praça do Mercado, em setembro 1842.

Povos negros, personagens negros, que em suas particularidades fizeram história nesta nação. Chico Rei foi um personagem lendário da tradição oral de Minas Gerais, do Brasil. Segundo esta tradição, Chico era o rei de uma tribo no Reino do Congo, trazido como escravo para o Brasil. Conseguiu comprar sua alforria, com ouro escondido em seu cabelo, e de outros conterrâneos com seu trabalho e tornou-se “rei” em Ouro Preto.

Xica da Silva que se destacou pela coragem e luta, em mostrar o seu valor com o amor a seu contratador, mostrou seu poder em uma sociedade que não aceitava o convívio em igualdade com escravas negras.

Dom Obá o Príncipe do Povo, rei da Ralé, torna-se uma figura folclórica e para alguns, um tanto quanto caricata da sociedade carioca. Porém, independente das contradições em relação a este personagem, efetivamente era reverenciado como um príncipe real por vários afro-brasileiros, escravizados ou livres que viviam nos subúrbios da capital do Império. É também neste cenário, em fins do século XIX, que Dom Obá transforma-se em um dos pioneiros na luta pela igualdade racial.

Dentre muitos que compõem essa história, começamos a ver que nem só de sofrimentos e angústias foi escrito esse livro, ainda desfolhando suas páginas em busca do seu lugar ao sol, o negro conquista seu espaço em várias manifestações artístico.

Aleijadinho negro mestiço, nos deixa de herança a satisfação artística do barroco mineiro, onde em Minas Gerais os negros exploraram as minas de ouro. Mercedes Batista, a primeira bailarina negra do teatro municipal do Rio de Janeiro, expoente da dança clássica, que rompeu um universo cheio de tabus de sua época. Pixinguinha foi o responsável pela popularização de instrumentos musicais afros no Brasil, ele misturou a sucessão de sons eruditos de origem europeia com ritmos negros brasileiros.

Movimentos culturais e religiosos, foram muitos que nasceram aqui, o samba, o samba de roda, entre outros, foram um exemplo. A Noite dos Tambores Silenciosos é uma cerimônia de origem africana que reúne nações de maracatus de baque-virado, procedentes de todo o estado de Pernambuco, com a finalidade de louvar a Virgem do Rosário, padroeira dos negros, e reverenciar os ancestrais africanos, que sofreram durante a escravidão no Brasil Colonial.

Os ritos de reverência aos antepassados é um costume que os escravos trouxeram para o Brasil, como na cerimônia de Coroação do Congo, onde elegiam seus reis e rainhas, lamentavam seus mortos e pediam proteção aos Orixás.

Soberania e fé, e um dos maiores símbolos da cultura religiosa negra no Brasil, Mãe Menininha herdeira de um clã religioso se torna uma das principais sacerdotisas de uma religião fundada no Brasil.

Sobre Fé, em 15 de Novembro de 1908, em Neves, São Gonçalo, nascia a Umbanda; religião que se tornou o maior símbolo religioso negro do Brasil, pelas mãos de Zélio Fernandino de Moraes, um homem branco, mas que lutou pelos negros onde deu voz ao Caboclo Sete Encruzilhadas e logo depois a todas as linhas de povo de rua e das almas.

Sendo assim exaltaremos a força negra, não pelo sofrimento e sim pelo seu brilhante papel, seja na música, na dança e na religião, abriremos as páginas que a história não contou. Negras pilastras que ergueram o país, afro melodias que nos fazem sonhar, cores africanas que nos fazem sorrir, gingas mulatas que nos fazem ganhar. Porém, essa ópera afro-brasileira eleva exaltação negra com figuras importantes do expoente de um país. Cantaremos com orgulho o Brasil Africano, o Canto dos Silenciados.



Miro Freitas – Carnavalesco

Difícil é o Nome 2017

Difícil é Não Amar! Quadrilha do Sampaio, 60 Anos de História na Cultura Popular

(GRUPO D)
ASSOCIAÇÃO CULTURAL SAMBA É NOSSO


A ti, Carmem Perrotta querida… (In Memorian)

Eu vou contar aqui uma linda história. E na carona do “Era uma vez…” apresento a rainha da cultura popular Carmem Perrotta e o reino de brincantes da Quadrilha do Sampaio. E o principal elemento desta história é o amor, aquele sentimento que faz o coração bater mais forte, provoca um friozinho na barriga, cria expectativas, nos faz ficar noites em claro pensando em como surpreender o outro, nos convida a viajar pro Reino do Faz de Conta, e que é visceral, sem medida e sem limite.

Ah, o amor… Ele pode surgir de várias formas e de onde menos se imagina.

Ele pode chegar de mansinho, fazer alarde, dizer a que veio ou entrar em nossas vidas sem pedir licença. Mas uma coisa é certa: uma vez verdadeiro, o amor ultrapassa barreiras, elimina obstáculos e, sim!, dura pra sempre!

O amor, na sua mais pura essência, pode passar de pais pra filhos; dos filhos pros amigos; e destes pra tantos outros que surgirem pelo caminho. É assim que se cria elos no coração e se forma uma corrente do bem.

O amor é mágico e a sua magia não tem explicação. Sua trilha sonora pode ser diversificada e seus personagens podem surgir ao longo da estrada, cada um com a sua história. E a magia começa quando os caminhos se cruzam e todos passam a sonhar um mesmo sonho. É assim que se começa uma linda história de amor…

E a que eu vou contar aqui aconteceu num reino não muito distante de nós: o bairro do Engenho Novo, Zona Norte do Rio de Janeiro, local onde fica a Paróquia Nossa Senhora da Conceição. Foi lá que a carioca Carmem Perrotta, uma religiosa de carteirinha, recebeu a missão do padre Alexandre Língua, em 1956, de organizar a festa junina da igreja e ensaiar o grupo de dança.

Festa produzida, personagens criados, pares de dança formados, passos marcados e às vésperas do evento, um desfalque pra abalar a estrutura emocional de qualquer organizador: a noiva caipira, irmã de Carmem e que faria par com Ivan Gonçalves, um nordestino baixinho e muito gaiato, desistiu do “casório”. Carmem não pensou duas vezes: vestiu-se de noiva e foi pro altar com aquele que seis anos mais tarde, e cinco matrimônios caipiras depois, tornou-se o companheiro de toda uma vida. E foram 46 anos de casamento, dois filhos queridos, muitos quadrilheiros amigos e total dedicação à cultura popular e aos serviços sociais.

E foi assim, numa mesma festa, que nasceu o amor de Carmem e Ivan na vida real, a paixão do casal pelos festejos juninos e o grupo de dança da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, que 21 anos depois tornou-se a Quadrilha do Sampaio, um dos mais antigos grupos de dança de roça do Brasil e o mais tradicional do gênero em atividade. Uma genuína referência folclórica!

Mas o Engenho Novo também conheceu a Carmem cidadã, solidária, generosa e guerreira. Muito ligada à comunidade, ela brigava pelos problemas dos moradores do bairro como se fossem seus. E foi durante as “xepas” que fazia na feira livre da
região, entre gritos de feirantes e o burburinho de fregueses, que ela conheceu as histórias e as dificuldades dos vizinhos. E além das sacolas repletas de produtos a preços mais baratos, Carmem sempre voltava pra casa com um punhado de problemas alheios pra tentar resolver. E de ouvinte pra conciliadora foi um pulo!

Carmem também era amante do Carnaval. Frequentadora assídua da quadra da Difícil É O Nome, nos ensaios costumava ser uma espécie de diretora de harmonia informal. Além disso, desfilou por 13 anos na ala das baianas da Estação Primeira de Mangueira, sua outra escola do coração. Prestativa, ela ainda arrumava tempo para confeccionar fantasias para os amigos foliões que a procuravam. E da sua máquina de costura ganharam vida incontáveis melindrosas, baianinhas, ciganas, índios e piratas que se eternizaram no Carnaval de rua do Rio de Janeiro.

Mas a nossa dama do folclore expandiu ainda mais o seu território: por muitos Natais ela foi o Papai Noel tão aguardado pela criançada do bairro. E para manter viva a magia e o encanto da festa, nunca permitiu que a sua identidade fosse revelada. Carmem também criou presépios, que ficavam expostos na varanda sua casa e sempre eram inaugurados durante a passagem da procissão de sua santa de devoção, Nossa Senhora da Conceição, no dia 8 de dezembro. Uma verdadeira lição de amor às tradições populares retratada através de Reis Magos, menino Jesus, Maria, José e pastorinhas que entoavam cânticos natalinos num universo colorido e iluminado. Uma tradição que até hoje é mantida pelos herdeiros da nossa rainha e que continua encantando quem passa pelo local.

Do casamento de Carmem e Ivan nasceram Márcio Perrotta e Ana Paula que, para o orgulho dos pais, formaram o casal principal da quadrilha durante 22 anos.

Atualmente, o patriarca acompanha as histórias do grupo, contadas pelo seu primogênito. Ana Paula também já não dança mais, porém está sempre por perto pro que der e vier. E Carmen não está mais entre nós fisicamente: ela desencarnou no dia 8 de janeiro de 2011, mas deixou um legado incontestável e muitas histórias pra contar. Mas, quem é do grupo dos brincantes garante: ela continua reinando absoluta e iluminando cada tema escolhido, cada passo ensaiado. E lá do alto, ela acompanha, orgulhosa, seu filho Márcio dando continuidade ao que ela começou.

Hoje, o nosso “Era uma vez…” pede passagem ao Carnaval 2017 pra escrever mais um capítulo desta linda história de amor. O G.R.E.S. Difícil É O Nome convida você, amante da folia carnavalesca e dos festejos juninos, a comemorar junto com a agremiação os 60 anos da Quadrilha do Sampaio e a aplaudir a cidadã Carmem que dedicou toda uma vida à cultura popular.

E o nosso encerramento não poderia ser outro, senão este: … E no reino dos brincantes, os componentes da Quadrilha do Sampaio, para orgulho do Seu Ivan e Ana Paula, conduzidos pelo príncipe herdeiro Márcio, protegidos pela padroeira Nossa Senhora da Conceição, eternizados pela Difícil É O Nome e abençoados por Carmem Perrotta, continuam perpetuando os ensinamentos da rainha-mãe. Até porque de dança, amor e união, essa turma entende muito bem! E em ritmo de samba-enredo e tendo a passarela da Estrada Intendente Magalhães como cenário, quadrilheiros e sambistas prometem escrever, juntos, um novo final feliz. Porque…

DIFÍCIL É NÃO AMAR! QUADRILHA DO SAMPAIO, 60 ANOS DE HISTÓRIA NA CULTURA POPULAR

PESQUISA E TEXTO: DENISE CARLA
CONSULTORIA: MÁRCIO PERROTTA



SOBRE A QUADRILHA DO SAMPAIO

A Quadrilha do Sampaio foi fundada no dia 24 de junho de 1956 por Carmem Perrotta. Além de passos bem marcados, cenários primorosos e personagens inesquecíveis, desde a sua criação o grupo sempre se preocupou em desenvolver temas alusivos a nossa cultura popular. Os figurinos dos componentes também são um espetáculo à parte, seja pela beleza das roupas ou pela riqueza dos detalhes.

Ao longo dos anos, Carmem criou apresentações que se tornaram verdadeiras aulas de folclore popular e que fizeram história nos festejos juninos do Rio de Janeiro. Como não falar do trenzinho, do moinho, do carrossel de flores, da Cruz de Malta, do passaraio, da âncora e do pau de fitas? Passos que até hoje arrancam aplausos aonde quer que sejam mostrados!

O reconhecimento por tanto empenho e dedicação faz com que a agenda dessa turma viva lotada. A Sampaio já representou a cidade e o estado do Rio de Janeiro, e até mesmo o Brasil, nos mais variados eventos pelo país afora.

E os convites para participações especiais também não param de chegar! Não é de hoje que estes quadrilheiros arretados dão consultoria, gravam comerciais e clipes musicais, dividem bastidores e palcos com artistas consagrados e desfilam em escolas de samba. Isso só pra citar alguns trabalhos.

A quadrilha também já bateu ponto em novelas e documentários de televisão. Sem contar a presença constante nos telejornais e as incontáveis matérias e entrevistas nos principais veículos de comunicação. Tudo proporcional aos 60 anos de história sempre dedicados à cultura e à tradição.

Assim são os nossos brincantes: incansáveis, inquietos, guerreiros, apaixonados e apaixonantes. Sempre prontos pra uma nova temporada e sempre prontos pra surpreender. Esses fiéis escudeiros da nossa cultura popular, para alegria da eterna rainha Carmem Perrotta, faz tempo que ultrapassaram o reino do faz de conta. E do bairro do Engenho Novo, onde tudo começou, para o mundo, apresento uma família chamada amor, mas que também atende pelo nome de Quadrilha do Sampaio.

PESQUISA E TEXTO: DENISE CARLA
CONSULTORIA: MÁRCIO PERROTTA



AGENDA DE DISPUTA DE SAMBA-ENREDO

13/05 – lançamento do enredo e entrega da sinopse;
28/06 – entrega dos sambas;
08 e 15/07 – eliminatórias (dependendo do número de sambas concorrentes);
12/08 – final de samba-enredo.



REGULAMENTO DO CONCURSO DE SAMBA-ENREDO 2017

1 – A seguir está disposto o Regulamento referente ao concurso de Samba-Enredo para o Carnaval 2017 do G.R.E.S Difícil é o Nome. A obra escolhida representará a escola no desfile Oficial do Grupo D, que será realizado na Estrada Intendente Magalhães no dia 26 de Fevereiro de 2017.
2 – O enredo apresentado tem como título: “Difícil é não Amar – Quadrilha Sampaio 60 Anos de História na Cultura Popular”, tendo como responsável o carnavalesco Sandro Gomes.
3 – Para participar do concurso não é obrigatório que o compositor pertença a ala de compositores da agremiação. Portanto, encontra-se aberta a novos integrantes, tendo como diretor-responsável, Gabriel Macedo – Vice-Presidente de Carnaval e Baraçal Júnior – Diretor da Ala dos Compositores;
4 – As composições apresentadas para inscrição deverão ser inéditas, tanto na parte musical como em seus versos. Não podem conter plágios, adaptações, entre outros.
5 – O Samba-Enredo deve obrigatoriamente acompanhar a sequência apresentada na sinopse que estará à disposição a partir do dia 13/05.
6 – A quantidade máxima de compositores por obra será fixada em até 5 (compositores e participações especiais).
7 – Os compositores do samba-enredo deverão comparecer nas apresentações, reuniões e eliminatórias.
8 – O não comparecimento do samba concorrente em qualquer fase da eliminatória fará com que a obra seja eliminada da disputa.
9 – A direção da escola estará recebendo os sambas concorrentes no dia 28 de junho das 20:00 às 23:00.
10 – As inscrições somente serão efetuadas, acompanhadas do seguinte material:
a) 5 cópias do CD;
b) 20 cópias da letra do samba;
c) Taxa de inscrição no valor de R$30,00.
11 – Não haverá apresentação dos sambas. A primeira eliminatória está marcada para o dia 08 de julho, às 20:00 horas.
12 – Caso seja necessário, na fase de criação do samba, haverá duas explanações do enredo, sendo uma no dia 17/05, e outra no dia 31/05. SOMENTE NESSAS DATAS!!
13 – As reuniões serão realizadas às terças-feiras às 20:00 horas, A PARTIR DO DIA 28/06;
14 – Caberá às parcerias a responsabilidade de escolha de seu intérprete e cavaco.
15 – As parcerias deverão obedecer a ordem de apresentação que sempre será realizada através de sorteio na quadra às 21:00 horas. Para tal, é necessário que ao menos um (01) responsável pela parceria esteja presente para participar do sorteio;
16 – A quantidade máxima de chamadas para apresentação de uma parceria serão 3 (três).
17 – A quantidade de passadas da bateria será acordada pela direção da escola a cada eliminatória.
18 – Será analisada a empatia do público em todas as fases. Também será levado em consideração o canto da sua respectiva torcida.
19 – O júri indicado pela escola terá a função de eliminar os sambas concorrentes a cada fase.
20 – O samba depois de escolhido será interpretado pelo cantor oficial da agremiação e seus cantores de apoio.
21 – É extremamente proibido o uso de fogos de artifício nas proximidades, redondezas e dentro da quadra.
22 – As eliminatórias serão sempre às sextas-feiras.
23 – A gravação do samba vencedor da escola ficará a cargo (responsabilidade) da parceria campeã;
24 – Haverá a obrigatoriedade de compra de 05 (cinco) baldes de cervejas por parceria, na fase que antecede a Final; E 10 (dez) baldes de cervejas na Final. Haverá promoções para as compras realizadas nas reuniões. Na reunião que anteceder a Eliminatória e a Final, NÃO HAVERÁ A PROMOÇÃO!