Na Sapucaí, o povo cigano. Suas lendas e histórias, embora a sua origem até hoje ainda não tenha sido esclarecida, mesmo sendo buscada até na Bíblia Presume-se que saíram da Índia, porque não queriam ser tratados como párias. Os ciganos eram tidos por malditos e feiticeiros, principalmente por trabalharem com o ferro e o fogo, e eram obrigados a morar afastados. Tudo isso provocou a sua dispersão pelo mundo. E se em meados do ano 1000 os ciganos aparecem na história, em 1500 estão por toda a Europa, em 1600 por todo o mundo.
Com a sua chegada à Europa, houve um choque cultural. Se antes eram vistos como um povo exótico, o nomadismo, os trajes diferentes e o conhecimento e uso das artes divinatórias geraram espanto às populações dos locais por onde passavam. Foram perseguidos e queimados em fogueiras como hereges e bruxos. Muitos foram fuzilados na Guerra Civil Espanhola O nazismo também tentou dizimá-los.
E eles chegaram ao Brasil na condição de degradados, vindos de Portugal, em 1574. Mais tarde, não pararam de vir para a terra onde passaram a difundir seus conhecimentos e costumes. A dança por exemplo. Os tachos de cobre e de ferro bules e chaleiras, já que eram grandes ferreiros.
Mas a magia ocupa um grande espaço em sua história, até hoje. E cumprem os ritos das religiões que adotam, paralelamente as suas crenças. E trazem a leitura das cartas, das mãos, da borra do café, do chá, o jogo de moedas, de dados, de cristais. E a Viradouro conta que os ciganos vieram implantar as regras da história futura de uma nova civilização. O Brasil foi a terra escolhida, onde se juntaram todas as raças, credos e valores culturais A pedra fundamental foi lançada por um líder maior, cigano rei, predestinado mineiro que teve como ponto de partida a Fênix (Brasília), implantada no ponto estratégico e esotérico de onde saíra o novo. Todos os caminhos foram perdidos, mas o Brasil foi descoberto e, a partir desse início da era de Aquarius, era mística, a porta se abre para o domínio do homem.