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Viradouro 1992





Samba Enredo 1992 - E a Magia da Sorte Chegou
G.R.E.S Unidos do Viradouro (RJ)
  
Uma estrela brilhou, brilhou
Brilhou, brilhou, brilhou,
Tão cintilante
Que, os magos, iluminou.
Será, será o novo Sol do Amanhã? Do Amanhã.
O arco-íris da aliança
Que não se apagará.
Vem do Oriente com sua arte de criar,
Na palma da mão lê a sorte
Com a magia do seu olhar.
Chegando ao Velho continente
A marca da desilusão,
Castigo, degredo, açoite,
Por que tanta discriminação?

A cada passo, a poeira levanta do chão.
Ferreiro, feiticeiro, bandoleiro (bis)
A liberdade é sua religião.

E vem chegando o dono desse chão.
No berço a mão do menino
Abriu-se ao destino,
Eis a Nova Canaã.
Ê, ê cigano,
Bandeirante em busca de cristais,
Canta, dança, representa,
Dá vida a nossos laços culturais.
Cigano rei, mineiro iluminado
O mundo não vai esquecer,
Plantou no solo brasileiro
A realização do amanhecer.
É uma Nova Era, ô ô
A Magia da Sorte chegou.

O Sol brilhará,
Surge a estrela guia
E sobre a proteção da Lua (bis)
Canta Viradouro
Que a sorte é sua









Unidos do Viradouro 1992






CARNAVAL DE 1992
E A MAGIA DA SORTE CHEGOU

samba de enredo

Uma estrela brilhou
Brilhou, brilhou, brilhou
Tão cintilante e os magos iluminou
Será o novo sol do amanhã
O arco-íris da aliança que não se apagará
Vem do Oriente com sua arte de criar
Na palma da mão lê a sorte
Com a magia do seu olhar
Chegando ao velho continente
A marca da desilusão
Castigo, degredo, açoite
Porque tanta discriminação?

A cada passo, a poeira levanta do chão
Ferreiro, feiticeiro, bandoleiro
A liberdade é sua religião

E vem chegando o dono desse chão
No berço, a mão do menino
Abriu-se ao destino, eis a nova Canaã
Ê, ê, cigano, bandeirante em busca de cristais
Canta, dança, representa
Dá vida a nossos laços culturais
Cigano-rei, mineiro iluminado
O mundo não vai esquecer
Plantou no solo brasileiro
A realização do amanhecer
É uma nova era, ô, ô, a magia da sorte chegou

O sol brilhará, surge a estrela guia
E sob a proteção da lua
Canta a Viradouro, que a sorte é sua



sinopse do enredo

Na Sapucaí, o povo cigano. Suas lendas e histórias, embora a sua origem até hoje ainda não tenha sido esclarecida, mesmo sendo buscada até na Bíblia Presume-se que saíram da Índia, porque não queriam ser tratados como párias. Os ciganos eram tidos por malditos e feiticeiros, principalmente por trabalharem com o ferro e o fogo, e eram obrigados a morar afastados. Tudo isso provocou a sua dispersão pelo mundo. E se em meados do ano 1000 os ciganos aparecem na história, em 1500 estão por toda a Europa, em 1600 por todo o mundo.

Com a sua chegada à Europa, houve um choque cultural. Se antes eram vistos como um povo exótico, o nomadismo, os trajes diferentes e o conhecimento e uso das artes divinatórias geraram espanto às populações dos locais por onde passavam. Foram perseguidos e queimados em fogueiras como hereges e bruxos. Muitos foram fuzilados na Guerra Civil Espanhola O nazismo também tentou dizimá-los.

E eles chegaram ao Brasil na condição de degradados, vindos de Portugal, em 1574. Mais tarde, não pararam de vir para a terra onde passaram a difundir seus conhecimentos e costumes. A dança por exemplo. Os tachos de cobre e de ferro bules e chaleiras, já que eram grandes ferreiros.

Mas a magia ocupa um grande espaço em sua história, até hoje. E cumprem os ritos das religiões que adotam, paralelamente as suas crenças. E trazem a leitura das cartas, das mãos, da borra do café, do chá, o jogo de moedas, de dados, de cristais. E a Viradouro conta que os ciganos vieram implantar as regras da história futura de uma nova civilização. O Brasil foi a terra escolhida, onde se juntaram todas as raças, credos e valores culturais A pedra fundamental foi lançada por um líder maior, cigano rei, predestinado mineiro que teve como ponto de partida a Fênix (Brasília), implantada no ponto estratégico e esotérico de onde saíra o novo. Todos os caminhos foram perdidos, mas o Brasil foi descoberto e, a partir desse início da era de Aquarius, era mística, a porta se abre para o domínio do homem.

Max Lopes e Mauro Quintaes