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Renascer de Jacarepaguá 2009






samba de enredo

Passo-a-passo, caminhei
Pelas estradas da história
E encontrei na trajetória
A essência de viver
Levei na bagagem
A coragem pra vencer
Andanças que a "fé" confortou
Distâncias que a roda encurtou
E o mundo se movimentou (e no mar)
Velas ao vento, são novos tempos
Mistério no olhar
Ao longe... O horizonte
E o prazer em desbravar

Lá vou eu, o infinito desvendar
Do mar, vi o céu
Do céu, vi o mar 
No futuro, o que será?

Máquinas, tecnologia
Nas pistas, uma paixão que contagia
Corre nas veias superação
Testar limites, ser campeão
Motores da evolução
Vou desfilar... A bateria a me embalar
Viajar de alegoria... Que emoção!
De Jacarepaguá, eu vim sambar
E acelerar seu coração

Vai renascer a esperança
A confiança a me guiar
Sou peregrino, que não se cansa
Ao meu destino vou chegar







sinopse do enredo

Durante milhares de anos, o homem caminhou sobre a Terra. Hoje alguns povos ainda se deslocam lentamente, passo a passo, como os ciganos e peregrinos. Caminhar é o meio de locomoção mais antigo e rudimentar. Vencer longas distâncias carregando sua bagagem sobre os ombros, ou arrastando-a. O peso aumentava e as dificuldades de carregar artefatos, alimentos e utensílios, também. 

O transporte terrestre cresceu com a domesticação dos animais, tais como cão, cavalo, rena, burro, camelo, boi, búfalo, elefante, lhama etc, pois o homem percebeu que poderia usar a força animal para sua locomoção e o transporte de carga. Uma mão na roda passam a ser os carros de boi, as carroças, as carruagens. O conhecimento se funde e os bichos que levavam o peso no lombo começam a puxar os primeiros veículos. Picadas e trilhas viram caminhos e estradas. A viagem segue.
Até a era pré-moderna, as pessoas passavam uma vida inteira restritas a viagens de poucos quilômetros. Para vencer pequenas distâncias, atravessavam meses de viagem, em andanças intermináveis que pouco influenciavam a mudança de paisagem.

Velas ao mar, o vento favorável conduzia a terras distantes, línguas incompreensíveis, culturas diversas. As grandes navegações criaram novas rotas, périplos perigosos; múltiplos trânsitos revelaram um mundo desconhecido. As viagens científicas foram as primeiras a traçar os mapas, desenhando e nomeando baías, enseadas, rios, montes e praias.

Naus e caravelas enfrentam os perigos dos mares, onde realidade e fantasia se confundem, tornando ainda maior o desafio: o medo dos monstros marinhos, dos naufrágios e do fim do mundo na linha do horizonte não impediu os navegantes de buscar ilhas desertas, terras perdidas. 

Aportaram em outras cantos povoados por animais e plantas exóticas, gente estranha. O interminável oceano conduziu os viajantes a tantos outros mares, outros continentes, outras culturas. Países invadidos, trocas culturais, científicas e econômicas. Novos horizontes se abriram e o homem explorou o mar, dominou a sua superfície, mergulhou no seu mundo silencioso e escuro.

Esse desejo insaciável de explorar o desconhecido, ultrapassar fronteiras e limites, levantou âncoras e asas. Poderiam os navegantes que se orientavam através das estrelas imaginar que o homem, séculos depois, estaria navegando pelos céus? Que todo o conhecimento extraído das viagens náuticas seria utilizado para cruzar os ares e pousar nas estrelas? Planos invertidos, os navegantes dos céus contemplam os mares de suas aeronaves. Observam o planeta azul e, mais uma vez, se emocionam com suas conquistas.

O ímpeto da vitória conduz a muitos lugares, produz visões e emoções que só serão vivenciadas por aqueles que não temem o perigo, a altura, a velocidade. Que paixão é essa que leva o homem a correr riscos inaceitáveis em busca da superação? Movido pelo mesmo desejo de descobrir novas emoções, o homem se desloca em motos envenenadas, salta pelos ares em pára-quedas, coloca asas e experimenta um vôo solitário. Pilota carros de alta tecnologia, em que uma fração de segundos o separa do grito da vitória. Ciência e tecnologia são investidas no ganho de melhor desempenho nas pistas.

Todo esse conhecimento, pouco a pouco, vai sendo incorporado ao cotidiano. Os novos veículos criados permitem uma melhor locomoção e os antigos caminhos se transformam em verdadeiras estradas, para permitir acesso mais rápido entre cidades. Os carros deslizam nas avenidas, se multiplicam. Correm histórias e identidades pelas pistas. 

Passado e presente se sobrepõem nas ruas. Caminhos que contam a história da humanidade. Um enredo que narra mais uma paixão. Aquela que atravessa séculos conduzindo o homem chega à Sapucaí: "Como vai, vai bem? Veio a pé ou veio de trem?" A Renascer cruza a Avenida.