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Imperatriz Leopoldinense 2008






JOÃO E MARIAS
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samba de enredo

Autor(es) 
Josimar, Di Andrade, Carlos Kind, Valtencir e Jorge Arthur

Puxador(es) 
Amauri de Paula (Preto Jóia)

Maria uma princesa
Também sonhava
Um dia um príncipe encontrar
E ouviu do rei de França
Em meio ao luxo e a bonança
Maria Antonieta tu serás
Em portugal, outra rainha, dona Maria
A louca não podia governar
Delirava temendo a revolução
E entrega o reino à João
Regente assim se fez, e o imperador francês
Ordena a invasão

Ou ficam todos
Ou todos se vão
Embarcar nessa aventura
E "Aur revorir Napolão"

Cruzaram mares
Chegaram ao Brasil
São novos ares, progresso e a transformação
Vieram as Marias, toda fidalguia, dom João
O tempo passou, irão se casar
Duas Marias da mesma raiz
Luisa com Napoleão
E Leopoldina será nossa Imperatriz
Será também nome de trem
Que passa em Ramos a nossa estação
Onde imperam Marias e Joãos

Vem brincar nesse trem amor
Que vai parar na estação do coração
Faz brilhar no céu Imperatriz
As onze estrelas do teu pavilhão




sinopse do enredo

Como toda história de príncipes e princesas costuma começar com era uma vez, assim também começaremos a nossa história...

Era uma vez, uma princesa chamada Maria Antônia. Nasceu na Áustria, numa família numerosa e estava destinada, naturalmente, como toda princesa a se casar com um príncipe. Maria Antonia foi a escolhida para ser a esposa do futuro rei de França, Louis XVI. Ao chegar a França, para as bodas, recebeu outro nome. Maria Antonia tornou-se Maria Antonieta. O jovem casal de governantes excede em gastos com a corte e a França passa por momentos conturbados tanto politicamente como financeiramente e rei e rainha são destronados pela Revolução Francesa. É um grande baque para as monarquias absolutistas da Europa.

Num país vizinho, Portugal, vivia outra rainha Maria, que recebeu ao nascer o nome de Maria Francisca Isabel Josefa Antonia Gertrudes Rita Joana. Casou-se com o tio e reinou de 1777 a 1816. Tendo ajudado e acolhido inúmeros nobres franceses perseguidos pela revolução francesa, e sabedora do destino de Maria Antonieta, esta Maria apavorada com o grande abalo sofrido pelo absolutismo, ficou ensandecida e viu-se obrigada a passar o poder a seu filho João. O abalo foi tão forte que até hoje é conhecida como D. Maria, a louca. Seu filho João, não havia sido criado para assumir o papel de rei, mas como sei irmão mais velho faleceu, e sua mãe não podia mais governar, assumiu o cargo de príncipe regente.

Enquanto isso na França, sobe ao poder um homem, que apesar de não ser de família nobre era entretando muito ambicioso - Napoleão Bonaparte. Ele dirige o país a partir de 1799, e se torna Imperador de França em 1804. Seu sonho era se tornar o mais poderoso monarca de Europa e portanto, precisava expandir seus domínios. Era um grande estrategista e conseguia vitórias e conquistas, ampliando o território. Nada mais interessante que a península ibérica. Assim, decide invadir Portugal.

D. João, apoiado pelos ingleses, viu que a única saída plausível para não ser humilhado por Napoleão, era partir para a América do Sul, mais precisamente para o Brasil. Quem iria nesta aventura? O Príncipe regente aconselha-se com a mãe, que apesar de ter momentos de insanidade, responde muito sensatamente ao seu filho: "Ou vão-se todos ou ficam todos".

Pois vão-se todos, decide D. João. Numa correria nunca vista, preparam-se os fidalgos para uma viagem inesperada. Uma espécie de fuga em massa, que frusta os desejos de Napoleão, que ordena a invasão. Há dúvidas quanto ao número de fidalgos que bateram em retirada. Seriam cinco mil, dez mil, quatro mil e quinhentos? O fato é que saíram de Portugal tendo como destino o Brasil. E assim, veio a família real, o pai, a mãe, D. Carlota e os filhos Pedro e Miguel e mais as infantas D. Maria Teresa, Maria Isabel, Maria Francisca, Maria da Assunção, Isabel Maria e Ana de Jesus Maria.

No Brasil, o governo de D. João VI tomou medidas que se impunhavam, para manter a colônia: liberação da atividade industrial, autonomia administrativa, permissão de ter imprensa; fundação da Academia Militar, da Marinha e de um hospital militar, criação de um fábrica de pólvora no Rio de Janeiro, do ensino superior, do Jardim Botânico e da Biblioteca Real, da Academia de Belas Artes e do Banco do Brasil. Quem ajudava o pai a despachar era a infanta D. Maria Teresa.

O tempo passou, duas sobrinas de Maria Antonieta, se casaram com pretendentes diametralmente opostos. Maria Luisa Leopoldina Francisca Teresa Josefa casou-se com Napoleão, porque Josefina, sua primeira mulher não lhe dera herdeiros, e sua irmã, Maria Leopoldina Josefa Carolina, casou-se com D. Pedro, filho de D. João. Duas irmãs e dois destinos opostos, pois que D. João e Napoleão continuavam inimigos. Napoleão acaba deposto, mas D. Pedro torna-se imperador do Brasil e Leopoldina, sua primeira imperatriz.

Ambos foram homenageados, entre outra coisas, "D. Maria Leopoldina virou trem e D. Pedro é uma estação também". O trem é o que passa em Ramos, e que deu nome a nossa escola Imperatriz Leopoldinense, onde imperam Joãos e Marias deste mundo de Deus.

Rosa Magalhães, carnavalesca