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Salgueiro 2001 - Salgueiro no Mar de Xarayés, é Pantanal, é Carnaval





SALGUEIRO NO MAR DE XARAYÉS, É PANTANAL, É CARNAVAL

samba de enredo

Um sonho me levou
Com o Salgueiro a navegar
Na chalana da ilusão
Pelo Mar de Xarayés...
Linda aquarela
Fui ao Império do Sol
Por pedras encravadas pelo chão
Caminho da paz e da cultura
Que uniu as civilizações

E a passarela vira um mar de amor
Canta Salgueiro
E o pantanal vai dando um show de cor
Enfeitiçando o mundo inteiro

Heróico guaikuru
Um galopar de liberdade
Um dia o pantanal chorou... Chorou... Chorou
E floresceu brasilidade
Lá se vai o predador
E a cobiça do invasor
Pantaneiro canta e dança
Num mar de felicidade
Conta lendas, castelhanas
Me embala neste teu sonhar... Teu sonhar
Sinto falta do teu cheiro
É gostoso teu tempero
Oh! Morena... Morená

Voa... Voa tuiuiú... Beleza!
Deixa em paz a arara azul e a natureza
O Salgueiro na avenida é emoção
A voz mais alta em nome da preservação












sinopse do enredo

Nas terras e no Mar de Xarayés, num mundo vasto, imenso, não mais alcançável pelos olhos naturais, surge a civilização do Pantanal. Um universo pleno d’água, fauna diversa e exuberante, flora variável, que só podemos olhar com os olhos da imaginação. E, assim, vá, SALGUEIRO, navegue no seu imaginário fortemente lúdico, que surge do mundo das águas.
É o Pantanal, alimentado pelo volumoso Rio Paraguai. Desta forma, encontre, SALGUEIRO, a história das nações indígenas que contribuíram para que o território brasileiro seja bem mais vasto do que era. Descubra a dignidade dos Guaikuru, que se desenvolveram fazendo intercâmbio com o Império Inca, na Cordilheira dos Andes, utilizando-se da malha viária calçada de pedras com oito palmos de largura - denominada Peabiru, que ligava a região de Itatins, no Pantanal sul-matogrossense com a capital Inca, em Cuzco (Peru), e ao Oceano Atlântico, onde hoje está São Vicente.
Os Guaikuru, os primeiros pantaneiros, foram exímios criadores de gado, utilizadores de armas de caça e fabulosos cavalgadores, os únicos dentre as demais nações indígenas. Revele, SALGUEIRO, que esses valentes índios cavaleiros foram ferrenhos inimigos dos jesuítas e dos colonizadores espanhóis, donos do atual território sul-matogrossense. 
Os Guerreiros Guaikuru, aliados aos portugueses desde os primeiros contatos e, definitivamente, a partir de 1791, firmaram o "Tratado de Paz e Aliança Eterna" com a Coroa Portuguesa. Sem os Guerreiros Guaikuru, hoje não teríamos o Pantanal, que seria do Paraguai. 
Da nação Guaikuru, o SALGUEIRO descobre outras tribos de real importância para a história e a cultura dessa região: Guarani, Payaguá, Guaxarapo, Xarayés, Kadiwéu, Nhandewá, Kaiowá, Tupi, Terena e Guató.
Espanhóis e portugueses, os colonizadores da região, exercitam a primeira visão do paraíso, entrando pela Bacia do Prata até chegarem ao Pantanal e, desta forma, seguem em direção à Serra de Prata. Eles consideravam que ali estava o Paraíso na Terra.
Nossos índios de fronteira trocam suas vivências com os paraguaios e bolivianos, que passam a ser nossos vizinhos após a definição do território pantaneiro.
É preciso navegar, SALGUEIRO, penetrar no universo água-pantaneiro-bugre. É preciso descobrir o povo já misturado de índio, caboclo, negro e branco. E, com a bandeira salgueirense, encontrar as Índias Castelhanas, que, unidas e integradas neste Novo Mundo, construíram lendas e histórias fantásticas da magia pantaneira, bem como seu folclore, sua culinária, seus hábitos cotidianos e sua arte através da pintura, da dança e da música.
Continue, SALGUEIRO, vá navegando. Penetre mais por este universo, já que as águas te dão essa permissão. Vá, e, em lugar de grades águas, encontre os Kadiwéu, primeiros descendentes dos Guaikuru, naquilo que foi o imenso mar de Xareyés.
Saboreia, SALGUEIRO. Se farte na abundância da natureza que vai lhe proporcionar uma comida farta e de paladar inigualável. Se enriqueça de prata e ouro. Ouça o canto de múltiplos tipos de aves e veja seus animais.
O Pantanal, diz o SALGUEIRO, é o Santuário Ecológico da Humanidade por sua grandeza, grandeza e riqueza de seu povo e de sua natureza, das lutas em favor da independência do homem e do espírito e por ser um dos mais significativos ecossistemas do planeta, que urge sempre a sua preservação

Sérgio Murillo e Luciano de Freitas