PRETO E BRANCO A CORES
Samba de Enredo
Autor(es) David Souza, Fábio Costa, Francisco, William, e Wagner
Puxador(es)
Luizinho Andanças
Destino a minha vida
Minha luta pela liberdade
A nove filhas de um só coração
Ao Sul do berço da humanidade
O Anjo Invasor me deu a cor, mas cor não tenho
Eu tenho raça e a cada farsa, a cada horror
O meu empenho, meu braço, meu valor
Se ergueu contra o monstro da cobiça
Caveirão da injustiça, filha da segregação
Liberto permanece o pensamento
Ele foi meu alento
Quando o corpo foi prisão
O nosso herói Mandella é
Senhor da fé, clamou o povo
E o Tigre encontra o Leão
A maior inspiração de um novo mundo
Do gueto, um palco de glória
Corre em meu sangue a história
Num mundo misturado
Matizado com as cores deste chão
Um canto a ser louvado, ser humano ante a fome e a privação
Museu da Favela Vermelha
Minha alma se espelha na face do irmão
É hoje, vou cantar
Minha gente é o lugar que eu sempre quis
Na Avenida, meu irmão, vou abraçar
Viver a igualdade e ser feliz
Liberdade, pelo amor de Deus
Liberdade a este céu azul
É minha terra, orgulho meu
Porto da Pedra canta a África do Sul
Sinopse do Enredo
"Durante minha vida me dediquei à lutar pelo povo da África.
Lutei contra a dominação branca,e também lutei contra a dominação negra.
Almejei o ideal de uma sociedade democrática e livre,
onde todas as pessoas vivessem juntas em harmonia e com oportunidades iguais.
Um ideal pelo qual vivo.
Mas se preciso for, também estou preparado para morrer por ele".
Nelson Mandela
Pela dignidade e respeito a todos os seres humanos,
desfila o Porto da Pedra este conceito de liberdade:
Sul-americano coração, hoje sul-africano. Que aqui não exista a praga do apartheid!
Blindada pele mágica de ébano, que em onze línguas traduz um só ideal: gente não tem cor, tem caráter.
Heróica África do Sul, ao dançares em passeata por justiça, esperança e fé, para cada horror do racismo, tens um esforçado canto de superação.
Sou africano na luta contra o "anjo-colonizador imoral e amoral",
não tolero opressão, tortura, prisão,
pois não há defesa para o indefensável.
"Caveirão" elitista da maldade, abrindo fogo contra o povo;
intolerante "tanque" do preconceito, indiferença, cinismo e egoísmo.
Tombam corpos de meninos mortos, outrora felizes,
pelos guetos nos quais negros foram confinados.
Quem é humano e quem é sub-humano? Quem enriquece e quem empobrece?
O Tigre encontra no "leão enjaulado" (Nelson Mandella) a inspiração maior, para fazer de um mundo em preto e branco, um universo colorido.
Das cinzas à Fênix.
Ofereço um palco para exibires tua glória de negritude repleta de cores, matizadas pelo preto e branco.
Beleza de genuína fraternidade e paz, mais preciosa que ouro e diamantes.
Mundo democrático, respeitador dos direitos humanos,
livre dos horrores da miséria, fome, privação e ignorância,
aliviado da ameaça da guerra.
Museu de "vermelha favela", banhada do sangue de heróis e heroínas, cujas esquinas de memória e herança, jamais esquecendo a luta, reconstroem um "hoje" pleno de "amanhãs".
Comemoro este "Dia da Reconciliação" contigo, todos irmanados por dias melhores.
Embrião de um novo mundo que está nascendo,
onde a sombra do racismo e da guerra já se dissipou.
Ergo um "Monumento pela Liberdade" em tua intenção.
Para que o mundo não esqueça que "é possível": QUERO ACORDAR NUM LUGAR, ONDE EU POSSA SER, O QUE EU QUERO SER!
SETORES DO "CONCEITO DE LIBERDADE"
PRIMEIRO SETOR:
O TIGRE NO MUNDO COLORIDO
DAS NOVE PROVÍNCIAS NEGRAS DA ÁFRICA DO SUL
As 11 línguas e um só pensamento: a liberdade
SEGUNDO SETOR:
O RACISMO DE UM MUNDO EM PRETO E BRANCO
O "anjo-colonizador intolerante"
TERCEIRO SETOR:
"CAVEIRÃO" DA MALDADE (O MELO YELOM)
QUARTO SETOR:
NELSON MANDELLA, O "LEÃO ENJAULADO"
QUINTO SETOR:
UM PALCO PARA A GENTE SUL-AFRICANA
SEXTO SETOR:
O MUSEU DA FAVELA VERMELHA
(The Red Location Museum)
SÉTIMO SETOR:
HOJE, O DIA DA RECONCILIAÇÃO,
NESTE UNIVERSO COLORIDO
OITAVO SETOR:
ERGO UM "MONUMENTO À LIBERDADE"
É POSSÍVEL....
Com extrema emoção,
Dedicamos este "Conceito" à CUFA e ao AFRO REGGAE,
Orgulhosos por desfilar questão tão crucial para o mundo moderno,
E certos de que o Brasil precisa olhar para o exemplo sul-africano,
almejando paz à humanidade,
Assinamos embaixo:
Milton Cunha
Porto da Pedra 2007












