Mangueira 1973

LENDAS DO ABAETÉ

Imagem: http://www.mangueira.com.br/serie-estandarte-de-ouro-1973/
Resultado 
Campeã do Grupo 1 (AESEG e CBES) com 59 pontos

Data, Local e Ordem de Desfile 
7ª Escola de 04/03/73, Domingo
Candelária

Autor(es) do Enredo 
Júlio Matos e Agostinho Seixas

Carnavalesco(s) 
Júlio Matos

Presidente 
Djalma dos Santos

Diretor de Carnaval 
Comissão de Carnaval

Diretor de Harmonia 
Olivério Ferreira - Xangô

1º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira 
Neide e Élcio PV

2º Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira 
Mocinha e Arísio

Bateria 
250 Componentes sob o comando de Mestre Waldomiro

Contigente 
2500 Componentes em 44 Alas
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Samba Enredo


Autor(es) 
Jajá, Preto Rico e Manuel

Puxador(es) 
José Bispo Clementino dos Santos (Jamelão)

Iaiá mandou ir à Bahia
No Abaeté, para ver sua magia
Sua lagoa, sua história sobrenatural
Que a Mangueira traz pra este carnaval

Janaína agô, agoiá
Janaína agô, agoiá
Samba curimba com a força de Iemanjá

Oh que linda noite de luar
Oh que poesia e sedução
Branca areia, água escura
Tanta ternura no batuque e na canção
Lá no fundo da lagoa 
No seu rito, em sua comemoração

Foi assim que eu vi 
Iara cantar
Eu vi alguém mergulhar 
Para nunca mais voltar

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Sinopse do Enredo

O tema central deste ano - "Lendas do Abaéte" - são os mitos ameríndios que reúnem todo o folclore dos tupi-guaranis. As principais figuras são a Iara, o Uiara e Janaína.

Abaeté em tupi quer dizer "o homem bom", que provavelmente teria sido o grande Atuxaua ou Pajé que lá existiu com sua tribo. Este será o principal destaque da primeira fase do desfile da Mangueira. Seguindo-se, virá a fase cultural, que assinala a chegada do elemento negro transladado da África. OS negros, porém, não só assimilaram muito da cultura ameríndia, como introduziram, pela similitude dos seus mitos e seres fabulosos, outros tantos deuses como Iemanjá - a mãe d'água de maior influÊncia na mitologia africana e mãe dos treze maiores orixás, hoje tão difundidos na cultura afro-brasileira. Oxum-Maré, a deusa do arco-íris, e outros desses tantos seres fabulosos servem como destaque no enredo da escola.

Diz a lenda que "nas águas do Abaéte há um palácio encantando onde reside um príncipe com toda a sua corte de ninfas e nereidas. Ele é o dono dos peixes e das forças misteriosas da natureza das águas. Quando deseja seduzir adeptos, ora se apresenta sob a forma de homem, ora como Iara, de acordo com o sexo de quem quer seduzir. Os seus encantos seduzem as pessoas e as carregam para o fundo das águas".

Diz ainda o povo tradicional da Bahia que "Janaína, a debutante das Iaras, tem ali a sua morada. Um dos seus tributos principais foi tornar encantado o cavalo-marinho, a quem escolheu para o seu longo passeio pelos mares infinitos". Daí por diante, a lenda do encantamento do cavalo-marinho passou a ser um talismã de maior força para trazer sorte e felicidade. São tão forte essas lendas que em certas épocas do ano muitos vão prestar homenagens aos seres que "moram no fundo da lagoa".

"E não são raras as vezes em que todos aqueles que se encontram às margens da lagoa, a passeio ou por simples curiosidade, ouvem, nas noites de luar, os cânticos ritmados ao som de atabaques e outros instrumentos de percussão. O cantar é ora trista ora alegre".

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